
Os vinhos da Romênia são pouco conhecidos no Brasil, mas o país tem uma tradição vinícola milenar, com registros de cultivo de uvas desde a Antiguidade. Hoje, a Romênia é um dos maiores produtores da Europa Central e do Leste, com destaque tanto para castas autóctones (locais) quanto internacionais. Estão se tornando cada vez mais populares em mercados internacionais, oferecendo uma excelente relação qualidade-preço.
A Romênia é um dos berços históricos do vinho, com registros de viticultura há mais de 6.000 anos. Localizada no coração da Europa Oriental, o país reúne tradição milenar e técnicas modernas, oferecendo rótulos que unem autenticidade e sofisticação.
O terroir romeno é marcado pela diversidade: influência do Rio Danúbio, proximidade do Mar Negro e cadeias montanhosas dos Cárpatos. Esses fatores criam microclimas ideais para diferentes estilos de vinho, desde brancos frescos e aromáticos até tintos robustos e elegantes.

Geograficamente, o país é dividido em importantes regiões vitivinícolas, como Moldova, Muntenia-Oltenia, Transilvânia, Dobrogea e Banat, cada uma com identidade própria. Entre as castas autóctones mais emblemáticas estão Fetească Neagră, Fetească Albă e Grasă de Cotnari, além de variedades internacionais como Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay.
A Romênia faz fronteira terrestre com 5 países:
• Ucrânia (ao norte e nordeste)
• Moldávia (a leste)
• Bulgária (ao sul)
• Sérvia (a sudoeste)
• Hungria (a oeste)
. Além disso, ao sudeste, a Romênia tem saída para o Mar Negro.
. Faz parte da antiga região da Trácia, uma das áreas mais antigas de cultivo de vinhas no mundo.
Os vinhos da Romênia são bastante variados, devido às diferentes regiões vinícolas do país. Além de Dealu Mare e Cotnari, temos também a região de Transilvânia, que é conhecida pelos seus vinhos brancos frescos e aromáticos. Graças ao clima e ao solo diversificado do país.
Várias regiões vinícolas, como a região de Dealu Mare, que é famosa pelos seus vinhos tintos encorpados, e a região de Cotnari, conhecida pelos vinhos brancos. As uvas autóctones, como a Fetească Neagră (tinta) e a Fetească Albă (branca), são bastante populares e produzem vinhos de excelente qualidade. Os vinhos romenos estão ganhando reconhecimento internacional pela sua qualidade e preço acessível.
Dealu Mare (tradução livre para Grande Colina)
Conhecida como a “Toscana da Romênia”, Dealu Mare está localizada no sul do país, aos pés dos Cárpatos, entre 44° e 45° de latitude – a mesma faixa de regiões vitivinícolas clássicas como Bordéus e Piemonte. O clima é continental moderado, com verões longos e ensolarados, o que favorece o amadurecimento pleno das uvas tintas. A região é célebre por vinhos estruturados, de cor intensa e aromas complexos, elaborados a partir de castas autóctones como Fetească Neagră e internacionais como Merlot, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir.
Vale do Prahova (Prahova Valley)
Situada dentro da região de Dealu Mare, o Vale do Prahova é uma das áreas mais prestigiadas da viticultura romena. Protegida pelas montanhas, desfruta de microclima ideal, que confere concentração de fruta, frescor e excelente potencial de envelhecimento aos vinhos.

Além da tradição vitivinícola, a região é também destino turístico, conhecida por paisagens deslumbrantes, estâncias de inverno e pelo famoso castelo de Peles, agregando valor cultural e enoturístico à experiência dos vinhos locais.
Os Cárpatos são uma grande cadeia de montanhas que atravessa a Europa Central e Oriental. 🌍
• Eles se estendem por cerca de 1.500 km, passando por países como Romênia, Ucrânia, Polônia, Eslováquia, Hungria, República Tcheca, Sérvia e Áustria.
• Na Romênia, formam um arco que ocupa quase metade do território, sendo a região montanhosa mais importante do país.
• Os Cárpatos funcionam como uma barreira natural que influencia o clima, protegendo determinadas áreas e criando microclimas ideais para a viticultura.
• Além disso, abrigam uma das maiores áreas de floresta intacta da Europa, rica em biodiversidade, com ursos, lobos e linces.
A cadeia de montanhas dos Cárpatos atravessa a Romênia e exerce papel essencial no terroir local. Atuando como barreira natural, protege as vinhas dos ventos frios do norte e cria microclimas ideais para o amadurecimento das uvas. Essa combinação de altitude, solos variados e influência climática garante vinhos com identidade única, equilibrando frescor, elegância e complexidade.

🍷✨ Fetească Neagră – A joia da Romênia ✨🍷
Diretamente das vinhas históricas do Leste Europeu, variedade autóctone (nativa), cultivada principalmente nas regiões de Moldávia, Muntenia, Oltenia e Transilvânia, mas também presente em alguns vinhedos da Moldávia (país vizinho). É a uva tinta mais emblemática e uma das mais antigas da Romênia, cultivada há mais de 2.000 anos. A uva Fetească Neagră, por exemplo, é uma uva tinta autóctone que tem ganhado destaque por seu sabor frutado e estrutura. Já a uva Fetească Albă é usada para fazer vinhos brancos leves e refrescantes, ideais para o clima mais quente.
Experiência única que une tradição e sofisticação em cada taça. Descubra o sabor autêntico da Fetească Neagră e surpreenda-se! 🍇✨
👉 Tem sido chamada por especialistas de uma espécie de “Malbec do Leste Europeu”, pois é versátil, potente e, ao mesmo tempo, acessível. Nos últimos anos, tem conquistado cada vez mais espaço no mercado internacional.
✨ Principais características da Fetească Neagră:
Visual: Lindade tonalidade rubi intensa, podendo evoluir para tons granada com o envelhecimento.
Nariz: Destaca notas de ameixa seca, amoras, cerejas escuras, além de toques de especiarias, tabaco, chocolate e ervas.
Boca: Apresenta boa estrutura, com taninos maduros e elegantes, acidez equilibrada e final longo.
Estilo de vinhos: pode originar desde vinhos jovens e frutados até rótulos de guarda, complexos e encorpados. Também é usada em cortes, mas brilha muito bem em varietais.
Potencial de envelhecimento: dependendo da vinificação e do terroir, pode envelhecer 10 a 15 anos, ganhando complexidade.

🍷 Harmonização gastronômica:Carnes assadas e grelhadas (cordeiro, boi, porco).Ensopados de carne com especiarias.Pratos da culinária oriental e do Leste Europeu.Queijos curados e intensos.
Esses vinhos podem ser uma forma elegante e diferenciada de trazer novidades à sua adega, já que unem tradição, qualidade e um toque de exclusividad

